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terça-feira, 7 de junho de 2011

Todo apoio aos bombeiros do Rio de Janeiro e a sua luta!

Se tem algo que o movimento estudantil (ME) brasileiro pode se orgulhar é de sua presença nas grandes lutas nacionais, ao longo da história do Brasil. Assim foi quando o ME se fez presente na campanha “O Petróleo é nosso”, na campanha pelas “Reformas de Base”, na resistência contra a ditadura militar, na campanha pelas “Diretas já”, “Fora Collor” e na luta contra as privatizações.
Agora estamos diante de uma nova luta de dimensão nacional. A greve dos bombeiros do Estado do Rio de Janeiro trouxe à tona inúmeras contradições. Numa escala crescente de mobilização, a greve comoveu o país com a ocupação do do quartel, no último final de semana, mostrando a força e a unidade da luta dos trabalhadores como método de alcançar suas justas reivindicações.  Neste ano estamos assistindo importantes manifestações, lutas e greves de várias categorias de norte a sul do país, Os canteiros do PAC, especialmente em Jirau, se levantaram por melhores condições de trabalho e dignidade para o conjunto dos trabalhadores explorados naquelas condições. Também os professores, servidores públicos, a construção civil, rodoviários e ferroviários, se jogam para construir suas mobilizações.
Os ventos que sopram do mundo também inspiram. Depois de grandes acontecimentos como derrubadas de ditadores no mundo árabe, a juventude européia toma novamente as praças, com o movimento dos “indignados” na Espanha, se alastrando por Portugal, e chegando com força à Grécia, onde a rotina de greves gerais leva a uma situação intensa de conflito social.
Estes motivos nos levam a pensar que a vitória da greve dos bombeiros é estratégica. O governador Cabral, principal aliado do governo federal, reprimiu brutalmente o movimento, prendendo 439 ativistas, criminalizando o movimento e utilizando a TV para chamar os grevistas de “BANDIDOS”. Além das balas de borracha, do gás lacrimogênio e do desrespeito, Cabral busca legitimidade para endurecer a negociação salarial, evitando que os bombeiros tenham aumento.
Esta conjuntura coloca a luta num patamar superior. O ME tem que apoiar em todo o Brasil, de todas as formas, a luta dos bombeiros. Uma vitória desta categoria seria um sinal para todas as lutas sociais, para os trabalhadores do PAC, para os estudantes que lutam contra os altos preços das tarifas, contra os cortes de verbas na educação. A libertação dos presos políticos seria um sinal democrático contra a repressão aos ativistas em todo o país, fortaleceria a luta pela liberdade de expressão, contra os assassinatos no campo. Estamos numa encruzilhada. Para triunfar a luta dos bombeiros precisa de TODA a solidariedade.
Convocamos todos estudantes brasileiros a participarem de iniciativas de todo o tipo: sejam presenciais, sejam em redes sociais.
Convocamos as entidades, movimentos, Centros e Diretórios Acadêmicos, Executivas de Cursos, a rechaçarem amplamente a prisão dos ativistas e denunciarem o caráter arbitrário das mesmas e do próprio governo Cabral.
É uma hora de decisão, não podemos hesitar.
Quando perguntados, se apoiamos os bombeiros; podemos repetir: aqui está o MOVIMENTO ESTUDANTIL!

Nota de Pesar

Aline Santana, companheira...

Há coisas que acontecem em nossas vidas e que não entendemos a razão para tal. Assim como, conhecemos pessoas lindas, maravilhosas, verdadeiros anjos na terra que se vão cedo e perguntamos a Deus o por quê de partirem tão prematuramente. E assim foi com a Alana Santana, ela foi um anjo lindo aqui na terra, que nos deixou ensinamentos e lições para a vida toda.
Neste momento, a dor da perda se faz muito presente e parece não ter fim, mas acredite: Deus fará tudo para amenizar a dor da nossa companheira Aline e de toda a sua família. Assim como, nós os amigos também faremos tudo o que for possível para estar ao seu lado, dando forças, apoiando e se fazendo presentes na sua vida, não só em momentos bons de luta e de conquistas políticas, porque acima de tudo somos amigos e uma família (Não de sangue, e sim de irmãos em cristo), mas também nos momentos de dor e agonia, como esse.
A morte não é o fim, ao contrário, é o começo! O começo de uma vida ao lado de Deus e sabemos que de onde a Alana estiver ela sempre irá proteger, guiar, cuidar de você e de todos aqueles que a amaram verdadeiramente.
Ela trilhou um lindo caminho na terra e foi um exemplo de luta pela vida, deixou ensinamentos não só para os familiares, como também para amigos e conhecidos.
Em outras palavras, nós do Romper O Dia nos solidarizamos e sentimos muito pela perda imensurável da querida Alana Cristina Santana da Silva, irmã da nossa companheira de luta Aline Santana.
O coletivo Romper O Dia está de luto e deixa aqui total apoio a Aline e sua família. 


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Oposição de Esquerda garantiu 61% dos delegados para representar a UFPA no 52º CONUNE

             As eleições para escolher @s delegad@s que irão representar a UFPA no 52º CONUNE (julho/2011 - Goiania/GO) ocorreram no dia 02/06/11 e a Oposição de Esquerda saiu numa chapa unificada com o nome "Um convite à luta" Chapa 2, senda esta compostas pelos seguintes setores: Romper o Dia!, Vamos à luta e Consulta Popular, garantindo assim, 61% destes delegados para fortalecer o Movimento Estudantil e a luta.

domingo, 29 de maio de 2011

A População vai às ruas exigir a instalação de CPI na ALEPA!

Segundo a PM, o ato do dia 28/05/11 (sábado) reuniu aproximadamente 15 mil pessoas nas ruas de Belém. A população esta cansada de tanta corrupção. Não dá mais para ficar calado!!
A nossa juventude esteve presente, confiram algumas de nossas fotos:







terça-feira, 17 de maio de 2011

Dia 19/05 a UFOPA vai parar!

No próximo dia 19/05 (quinta-feira) não haverá expediente normal de aulas e trabalho na Universidade Federal do Oeste do Pará. Ao invés disso, a comunidade acadêmica da UFOPA decidiu fazer dessa data um momento de luta, de combate ao regime autoritário do Reitor pro tempore José Seixas Lourenço. A paralisação foi aprovada emAssembléia Geral das 3 categorias (estudantes, professores e técnicos) no dia 05 de maio.
A bandeira central da paralisação do dia 19 é a luta por DEMOCRACIA na UFOPA, o que implica necessariamente a EXTINÇÃO DE TODOS OS PROCESSOS que pesam sobre a comunidade acadêmica. No entanto, além disso, a comunidade acadêmica lutará também pela instalação de órgãos deliberativos colegiados, eleições diretas para Reitoria e Direção dos Institutos e Programas, aprovação democrática do primeiro estatuto da UFOPA, dentre outras pautas.
A paralisação terá início com um ato público em frente ao campus Rondon, às 8:30h. Em seguida, haverá debates sobre vários temas pertinentes à UFOPA, como, p.ex., modelo de gestão e estrutura acadêmico-curricular. Representantes da Comissão Estatuinte se farão presentes para dialogar com as 3 categorias acerca dos temas fundamentais que constarão no primeiro Estatuto da Universidade.
Na hora do almoço, o DCE/UFOPA servirá ao público um "Sopão", como forma simbólica de protesto à ausência de um Restaurante Universitário na instituição. Ademais, programações culturais servirão como espaço de des
É fundamental que as 3 categorias participem em peso da paralisação. JUNTOS SOMOS MAIS FORTES e podemos vencer essa luta!

PROGRAMAÇÃO

8:30h - ATO PÚBLICO
LOCAL: em frente do Campus Rondon.
Exposição de motivos da paralisação, com intervenções das 3 categorias, recepção e orientação para a programação do dia.

9:30h - GRUPOS DE TRABALHOS (GTs)
GT1: Democracia
Eixos de discussão: PAD’s; Estágio Probatório; Divulgação do E-mail do Ministro e das Bancas Julgadoras dos PAD’s.
GT2: Estrutura Acadêmica da UFOPA
Eixo de discussão: modelo acadêmico, com foco no percurso acadêmico onde se esclareçam pontos obscuros, dando a oportunidade de defesa e crítica.
GT3: Gestão Universitária
Eixos de Discussões: plano diretor; prestação de contas/orçamento; planejamento; e outros.
GT4: Assistência Universitária
Eixo de Discussão: as demandas das categorias quanto RU; moradia, bolsas e outras.

11:30h – SOPÃO, a ser distribuído pelo DCE em protesto à ausência de um Restaurante Universitário na UFOPA.

14h – PROGRAMAÇÃO CULTURAL

14:30h - RETORNO DOS GT’S
Os GT’s retornam para finalizar as discussões e/ou concluir a relatoria.

17h - PLENÁRIA
Uma Assembléia das três categorias, cuja pauta é: leitura da ATA da Assembléia anterior; Relatoria dos GTs; Debates; Encaminhamentos.

20h – ENCERRAMENTO: PROGRAMAÇÃO CULTURAL

OBS. TODA A PROGAMAÇÃO SERÁ REALIZADA NO CAMPUS 1, SITUADO NA AV. MARECHAL RONDON.

* Para mais informações: Professora Andrea Rente (9163-7094), Técnico Rui Mayer (2101-3629), Discente Ib Tapajós (9145-3010)

Fonte: Blogger da UES ( União dos estudantes de Ensino Superior de Santarém )

Dia 19/05 a UFOPA vai parar!

No próximo dia 19/05 (quinta-feira) não haverá expediente normal de aulas e trabalho na Universidade Federal do Oeste do Pará. Ao invés disso, a comunidade acadêmica da UFOPA decidiu fazer dessa data um momento de luta, de combate ao regime autoritário do Reitor pro tempore José Seixas Lourenço. A paralisação foi aprovada emAssembléia Geral das 3 categorias (estudantes, professores e técnicos) no dia 05 de maio.
A bandeira central da paralisação do dia 19 é a luta por DEMOCRACIA na UFOPA, o que implica necessariamente a EXTINÇÃO DE TODOS OS PROCESSOS que pesam sobre a comunidade acadêmica. No entanto, além disso, a comunidade acadêmica lutará também pela instalação de órgãos deliberativos colegiados, eleições diretas para Reitoria e Direção dos Institutos e Programas, aprovação democrática do primeiro estatuto da UFOPA, dentre outras pautas.
A paralisação terá início com um ato público em frente ao campus Rondon, às 8:30h. Em seguida, haverá debates sobre vários temas pertinentes à UFOPA, como, p.ex., modelo de gestão e estrutura acadêmico-curricular. Representantes da Comissão Estatuinte se farão presentes para dialogar com as 3 categorias acerca dos temas fundamentais que constarão no primeiro Estatuto da Universidade.
Na hora do almoço, o DCE/UFOPA servirá ao público um "Sopão", como forma simbólica de protesto à ausência de um Restaurante Universitário na instituição. Ademais, programações culturais servirão como espaço de des
É fundamental que as 3 categorias participem em peso da paralisação. JUNTOS SOMOS MAIS FORTES e podemos vencer essa luta!

PROGRAMAÇÃO

8:30h - ATO PÚBLICO
LOCAL: em frente do Campus Rondon.
Exposição de motivos da paralisação, com intervenções das 3 categorias, recepção e orientação para a programação do dia.

9:30h - GRUPOS DE TRABALHOS (GTs)
GT1: Democracia
Eixos de discussão: PAD’s; Estágio Probatório; Divulgação do E-mail do Ministro e das Bancas Julgadoras dos PAD’s.
GT2: Estrutura Acadêmica da UFOPA
Eixo de discussão: modelo acadêmico, com foco no percurso acadêmico onde se esclareçam pontos obscuros, dando a oportunidade de defesa e crítica.
GT3: Gestão Universitária
Eixos de Discussões: plano diretor; prestação de contas/orçamento; planejamento; e outros.
GT4: Assistência Universitária
Eixo de Discussão: as demandas das categorias quanto RU; moradia, bolsas e outras.

11:30h – SOPÃO, a ser distribuído pelo DCE em protesto à ausência de um Restaurante Universitário na UFOPA.

14h – PROGRAMAÇÃO CULTURAL

14:30h - RETORNO DOS GT’S
Os GT’s retornam para finalizar as discussões e/ou concluir a relatoria.

17h - PLENÁRIA
Uma Assembléia das três categorias, cuja pauta é: leitura da ATA da Assembléia anterior; Relatoria dos GTs; Debates; Encaminhamentos.

20h – ENCERRAMENTO: PROGRAMAÇÃO CULTURAL

OBS. TODA A PROGAMAÇÃO SERÁ REALIZADA NO CAMPUS 1, SITUADO NA AV. MARECHAL RONDON.

* Para mais informações: Professora Andrea Rente (9163-7094), Técnico Rui Mayer (2101-3629), Discente Ib Tapajós (9145-3010)

Fonte: Blogger da UES ( União dos estudantes de Ensino Superior de Santarém )

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Um código a ser cumprido

*Chico Alencar
O Código Florestal Brasileiro, instituído em 1965, mais do que alterado, flexibilizado, decepado, devia ser cumprido. Sua atualização, necessária, viria de amparo do Estado – através de medidas simplificadoras e créditos públicos para serviços ambientais – aos verdadeiros pequenos agricultores sem recursos, para que estes não ficassem mais onerados com a imprescindível preservação de minas d´água, margens de rios e matas do cume de encostas. Estes setores, corretamente identificados, precisam de fato ter um tratamento legal e transparente diferenciado. Mas não podem ser usados como biombos para interesses de desmatadores.
O debate sobre as alterações no Código coloca em disputa duas visões antagônicas de uso da terra: a dos produtivistas do agrobusiness e a dos agroecologistas. Vitoriosos os primeiros, estarão ameaçadas muito mais do que árvores: serão afetadas as seguranças hídrica, energética, biológica e econômica, garantidas constitucionalmente.
A história da apropriação do solo brasileiro é a história da concentração fundiária e da produção sobretudo para exportação. Suas marcas são latifúndio, monocultura, escravidão e dependência externa. Só recentemente se percebeu que essa forma de dominação trazia, congenitamente, outro elemento: a devastação ambiental. A legislação, inaugurada com a Lei de Terras, de 1850, no Império, consolidou a apropriação do território nacional por uma casta. A custosa demarcação e o registro de todos os lotes, que então se passou a exigir, garantiu o suprimento de mão de obra escrava para as atividades de agroexportação e a supremacia dos grandes proprietários, que até hoje – constituindo apenas 3% dos proprietários – controlam 56,7%% das áreas de cultivo. Os pequenos proprietários e agricultores familiares – 85,5% dos estabelecimentos do campo – detêm, apenas, 30,5% das terras. 70% dos créditos agropecuários vão para os grandes. É o passado muito vivo no presente, que reforça a premência da reforma agrária.
A visão “agroempresarial” predominante, – que chega a considerar os preceitos da Reserva Legal (RL) e das Áreas de Preservação Permanente (APP) um “atentado ao direito de propriedade, um confisco”, como expressam vários parlamentares – no máximo ‘atura’ concessões compulsórias ao ambientalismo. Este é visto como mero modismo: “Os ambientalistas falam muito em biodiversidade mas se esquecem do abastecimento, da comida; falam de proteger matas e águas, mas se esquecem de proteger o ser humano”, pontificou a senadora ruralista Kátia Abreu, do DEM, em trânsito para o PSD.  O relator das alterações no Código, deputado Aldo Rebelo, faz o elogio do agrocapitalismo, a despeito de sua filiação ao PCdoB, quando reclama que “o Brasil teve reduzido em mais de 23 milhões de hectares o espaço ocupado pela agropecuária nos últimos dez anos, entre outras razões por causa da demarcação de novos parques, terras indígenas e florestas” (OESP, 30/4/2011). Seu empenho contra a demarcação da terra indígena Raposa/Serra do Sol ficou conhecido: “Transformamos em parques terras aptas para a agricultura, enquanto os demais países só o fazem com desertos, geleiras ou montanhas rochosas”, arremata.
O subtexto de todas essas assertivas é o afã imediatista e raso que reza que “o Brasil não pode imobilizar suas riquezas”. Ou seja: preservar é antieconômico, terra boa é a terra cultivada ou convertida, ao máximo, em pastagens – “produtiva”. Visão retrógrada com ares de progressismo e modernidade, apesar do clamor, neste século XXI, por mais cuidado com a Mãe Terra e por avanço para uma economia de baixo carbono.
Para nós vigora o entendimento – possibilitado pelos avanços da ciência, que os antigos não dispunham – de que não há uso da terra e dos bens naturais adequado sem relação de pleno respeito e integração com eles.  De que não há “interesse social” que justifique a retirada da vegetação nos entornos das nascentes, olhos d´água, margens de rios. De que é risco de desertificação a perda de 35 milhões de hectares de matas, até 2006, na Amazônia e no Cerrado. De que só é sustentável o que reconhece a natureza como mãe e parceira, da qual também somos parte, e não como força madrasta a ser subjugada. Rompendo com o enfoque dualista e maniqueísta (“produção x preservação”), sabemos que, como informa a Agência Nacional de Águas, nos cultivos devidamente irrigados e em áreas com preservação de matas e recursos hídricos “cada hectare equivale a três de sequeiro em produtividade física e a sete em produtividade econômica”. Constatamos, com a SBPC, que 76% do total das terras utilizadas pela agropecuária no Brasil de hoje apresentam alguma fragilidade decorrente de limitação nos solos. E concluímos que, como corolário dessas análises científicas, “as APPs e as RLs deveriam ser consideradas como parte fundamental do planejamento agrícola conservacionista das propriedades” (GT do Código Florestal, SBPC/ABC, 2011).
Ao contrário do que apregoam os ruralistas, que parecem querer monopolizar a terra e a verdade, nosso enfoque não é “urbano”, de quem “não conhece o cotidiano da vida rural” ou de “ONGS multinacionais”. Estão nesse mesmo caminho de ação sócio-ambiental presente e perspectiva para as gerações vindouras, entre outras entidades, todas respeitáveis, a Comissão Pastoral da Terra, a Federação Nacional dos Trabalhadore(a)s na Agricultura Familiar, a Pastoral da Juventude Rural, o Movimento das Mulheres Camponesas, o Movimento dos Atingidos por Barragens, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o Movimento dos Pescadore(a)s Artesanais e a Via Campesina.
A açodada urgência para a votação da matéria nos levaria à seguinte situação: só conheceríamos os detalhes da proposta no próprio momento da votação. Uma “colcha de retalhos” de quase uma centena de artigos, com suas alíneas e eventuais brechas e incongruências, teria que ser examinada em cima do laço. Prerrogativas de licença ambiental para prefeituras; minimização do papel do Ministério Público; dispensa, redução ou intervenções em APPs e RLs; pecuária e outras atividades de “baixo impacto” em topos de morros e outras áreas protegidas; anistia a desmatadores; enfraquecimento do CONAMA; ampliação das possibilidades de manejo “agrosilvopastoril”; fim da formalização da averbação das reservas em cartório; exploração de espécies florestais em extinção, e outras tantas propostas polêmicas, seriam analisadas a toque de caixa. Registradora, quem sabe: “Time is money, my farmer!”. Processo da pior técnica legislativa. Essa irresponsabilidade, por si só, revela o desprezo de muitos para com os urgentes cuidados ambientais. Melhor dizendo, para com o nosso chão e seiva vital comum, a Terra.
* Deputado Federal do PSOL/RJ
Fonte: JUNTOS!